O Primeiro Livro

Não sei de você, mas sei sobre mim que apesar de ser intensamente importante a leitura pouco a faço e sei que há outros iguais a mim, não sei se você, mas sei que há muitos iguais a mim.

botones_png_para_el_tutorial_by_pauliko_tutoriales-d5lf8t9Você já percebeu que se não alimentar seu corpo este ficará fraco, cada vez mais fraco, assim é a alma, uma espécie de reflexo que emite o que você absorve e isto nos faz pairar, evoluir ou ficar estagnados, depende do que você vai aspirar.

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Um livro inteiro, uma história nova contada através do pensar de alguém, importada para as paginas que alguém deverá ler… Um livro completo por muitas palavras encaixadas pronto para você degustar e apreciar cada sabor de uma forma diferente.

Na realidade eu não o havia feito até ontem, um livro inteiro era muito desgostoso (e eu preguiçosa), mas ler não se trata de fitar umas páginas, guardar alguns trechos e pular para o final, se o fosse então para que tantas folhas? (Enfeite, volume extra?) A pressa nos faz optar pelo prático que nem sempre nos leva aonde queremos, até pouco antes eu não podia falar sobre este assunto, afinal ler para mim “parecia” algo tão desnecessário, mas percebi que este é apenas o nosso lado preguiçoso falando e sempre vai haver outra coisa pra ser feito do que ler “um livro”.

Acontece que está experiência só pode ser tomada quando a fazemos certo, praticando não com gibis ou revistas que até podem ser legais, mas não tão completa quanto!

Então resolvi, vou ler até o fim, mesmo que as pessoas retalhem: “Ainda não terminou”, “Há, eu não gosto desse livro” ou tem aqueles “sem senso” que chega dizendo, “Ela morre no final!”, enfim não são os dizeres que serão empecilhos, nem desta vez o “vicio digital”, ou quaisquer outras coisas, vou ler e ponto.

Então escolhi um livro “fino” com uma capa que me chamou a atenção no qual a resenha descreveu dois loucos. Você já deve fazer ideia do que acontece com os livros finos, certo? Acabam rápido, mas não foi o que aconteceu, de fato estou enferrujada e levei certo tempo para dedilhar os passos de Pet, entender seu lado insano e compreender seu universo paralelo de dor e sentimentos que guarda por todos a seu redor. O Lado Bom da Vida” transfere a frequência de haver sempre um lado negativo e positivo das coisas e que o personagem em si ressaltava sempre o positivo para se tornar alguém melhor.

Ao passar a leitura fui me situando, o interesse não foi imediato, na verdade o começo é chato e pouco eu o estava entendendo, mas ao decorrer após algumas folhas viradas fui sentindo a presença dos sentimentos, fui realçando os momentos descritos com a possibilidade de imagina-los acontecendo, alguns momentos observei como se quem estivesse falando fosse à voz do protagonista que na história também era o narrador e não a minha. Ao absorver sua narração, seus pensamentos, a história eu me concentrei e percebi que o livro emite a possibilidade de realçar nossos sentidos, sentir as fragrâncias, ouvir e recriar as cenas descritas, os traços que nos comporta percorrer mais do que ali está.

Dizem que os livros geralmente são melhores que seus respectivos filmes e pelo que li também acredito nessa complexidade.

O meu próximo livro será “A Menina que Roubava Livros” de Markus Zusak, em breve trarei algo a respeito desta leitura, bem digo, assim que termina-lo.

Grande beijo, obrigada pra quem ficou até o final deste texto, sinal de que é ao menos curioso ou um bom leitor…

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(No meu caso, alem de Matracolina sou também à curiosa!).

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