Colo de Pai

Quando eu penso nele me vem sempre uma lembrança de colo, lembro que ele me colocava em seus braços com a maior facilidade, uma fortaleza, éramos nós contra o mundo.

Eu gosto de pensar que ele está por aí, de um jeito bom mesmo que bem complicado de entender, é que na verdade algo dele ficou, pensar nele me faz refazer aquela leveza em levar a vida sorrindo sem pretensão, sem desmontar ou demonstrar os conflitos…

Hoje eu queria tê-lo, tê-lo na melhor versão das que eu imagino, nela ele saberia lidar com os problemas e fazê-los sumir, tipo super-herói sabe?! Porque mesmo que a gente cresça e crescemos, eu ainda preferia ser pequena, queria ainda teu colo, teu abraço, para mais uma vez ser sua menina.

Eu sinto saudades, uma saudade estranha por alguém com quem não convivi, mas alguém por quem tenho um amor exclusivamente reservado, nesse sentimento tão bem guardado eu sinto um aperto, um nó, um sufoco, um grito de fúria e saudade prontos para soar…

Ele se foi, mas seu amor ficou, ficou em cada um de nós, seus filhos, deixou conosco uma herança de seus traços, de jeito, deixou conosco o grande amor de sua vida, sua mulher e nossa mãe, uma família conduzida pelo amor terreno, pelas coisas simples e pelos valores que elas possuem. Ele se foi, mas seu amor permanece aqui tão vivo quanto antes, tão repleto pelas memórias doces de algum momento de colo que jamais deixarei partir!

 

 

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